
Egos do elenco do Corinthians criam dificuldades para Mano Menezes
Mano Menezes admitiu nesta quarta-feira que administrar um grupo que conta com Ronaldo e jogadores selecionáveis em seu elenco não é tarefa fácil. Às vésperas de disputar o segundo jogo da decisão da Copa do Brasil, o treinador tratou de minimizar destaques individuais e exaltar as qualidades da equipe. No entanto, ele mesmo admite que suas palavras não são suficientes para evitar que alguns jogadores acabem brilhando mais do que outros. "No futebol, tudo contribui para o individualismo. O treinador vem e fala que o importante é o grupo, que a equipe tem que jogar forma homogênea... Mas não adianta. Amanhã, quem faz o gol é que sai nas manchetes dos jornais e aparece mais que os outros. Lidar com esse tipo de coisa dentro de um grupo qualificado é uma das coisas mais difíceis para o técnico", afirmou Mano. Não há discussão sobre quem, hoje, é a principal estrela do Corinthians. Ronaldo, por conta de seu histórico dentro do futebol, conta com regalias que outros jogadores não têm. O Fenômeno tem o salário mais alto do elenco e participação em boa parte das receitas de patrocínio de camisa. Além disso, não precisa jogar todos os jogos.
O tratamento diferenciado de Ronaldo, entretanto, nunca gerou nenhum tipo de desconforto dentro do grupo comandado por Mano Menezes. "Os jogadores têm que entender que não é porque um atleta tem salário maior dentro de um clube, que ele é mais importante. Isso é um status que determinada pessoa conquistou por conta de seu histórico dentro do futebol", disse o treinador. Mas, curiosamente, a tarefa de lidar com egocentrismo dentro do elenco do Corinthians cabe justamente, ao profissional do departamento de futebol do clube que mais aparece depois de Ronaldo. Com bons resultados no comando da equipe - quatro finais em cinco campeonatos disputados -, Mano virou pop. Já em agosto de 2008, o departamento de marketing do Corinthians criou uma camiseta com o slogan "Sou mano do Mano". Desde então, o sucesso de sua imagem só aumentou. Virou até celebridade internacional. A CNN, por exemplo, o elegeu como o quarto melhor técnico do mundo. Um jornal inglês o colocou entre as 10 personalidades mais influentes do Twitter. Dentro de campo, entretanto, Mano sustenta a humildade. "O treinador não pode querer trazer para si mais glória do que para o grupo. Até porque, jamais vi alguém se destacar estando no comando de um grupo perdedor", lembrou o técnico. Dentro deste cenário, entretanto, fez questão de salientar a união do grupo alvinegro. "Formamos um grupo com bons jogadores. Isso é fundamental para realizar trabalho de qualidade. Além disso, temos uma boa estrutura para trabalhar. Coduzimos as coisas com transparência e isso é fundamental", finalizou.
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